Q

February 01, 2007 | 05:24

Quando eu escrevi a resenha de Poseidon, eu disse que você poderia ter noção da ruindade de um filme a partir do momento em que achar uma piada a cada fotograma se tornasse mais divertido do que a história contada na tela. Apocalypto não é nem de longe tão ruim quanto Poseidon, porém a quantidade de piadas proferidas nos 123 minutos de filme deve ter credenciado eu, Gabi e Zander pras Olimpíadas de Pequim no ano que vem.

E me parabeinzem porque eu não fiz o trocadilho OlimPIADAS.
Merda, acabei de fazer.

Jaguar Paw (Ronaldinho Gaúcho) e seus amigos maias levam uma vida normal no meio da floresta. Caçam, fazem filhos, andam com uma tanga fio dental e tiram sarro de seus amigos impotentes até que vem um outro povo, queima tudo e fode com o vilarejo, transformando seus habitantes em escravos. Os povos mudam, mas você já cansou de ouvir essa história. E diferentemente do que acontecia de verdade, sempre tem um cara (provavelmente um blogueiro se naquelas épocas existissem computadores e layouts by Marina) que por algum motivo dá um jeito de não se dar mal nas mãos do inimigo.


"Ronaldinho Gaúcho parte em disparada pra fazer o gol"


E Jaguar Paw é esse cara. Mais do que um épico que conta o declínio da civilização maia, Apocalypto é uma história sobre vencer seus medos e no decorrer do filme - a despeito dos meios bizarros e das falhas grosseiras feitas para se amarrar o roteiro - o espectador vê o medroso prisioneiro se transformar no senhor da floresta.

Não é um épico, não é um clássico e não é lá grande coisa.
É só um filme com um visual bonito e falado numa língua estranha.

ONLY THE GOOD NOTES

January 12, 2007 | 04:06

Antes de começar, se faz necessária uam confissão: eu gosto de filme de mulherzinha. Além de ser uma desculpa muito boa pra comer um pote inteiro de sorvete, desfrutar da companhia feminina e impressionar a mulherada como um cara sensível e tudo mais, filmes de mulherzinha também servem pra… hum… pra mais nada, desculpem.

Falando mais ou menos sério, é sempre bom ver um desses pra espairecer ou pra dar boas risadas sem ter que achar um significado profundo a cada fotograma. E com O Amor Não Tira Férias (The Holiday) nós temos um belo exemplar disso.

Amanda (Cameron Diaz), uma workaholic produtora de Hollywood e Iris (Kate Winslet), uma jornalista inglesa à la Bridget Jones acabaram de sofrer desilusões amorosas às vésperas do Natal e tudo o que mais querem é ir para o lugar mais afastado da lembrança dos homens que as fizeram sofrer (aliás, afastado de QUALQUER homem) e passar o feriado tomando sorvete no pote e assistindo toda a filmografia da Julia Roberts. Como estamos em Hollywood, elas misteriosamente entram em contato e trocam de casa, carro, papagaios e escovas de den… hum, bem, eu acho que cada uma levou a sua na viagem.
O fato é que chegando em seus novos lares - e considerando o fato de que esse é um filme de mulherzinha - não tarda até que novos rapazes apareçam. Com seus intérpretes inspirados, Graham (Jude Law) e Miles (Jack Black, irreconhecível) roubam a cena (e os corações das moçoilas) mostrando que nem todos os homens são monstros insensíveis e sem coração que são em 95% do tempo. Paralelamente a isso, há uma singela homenagem a indústria do cinema, sempre capitaneadas por Jack Black e Eli Wallach, na pele de um roteirista da Hollywood das antigas e que encanta a sonhadora personagem de Kate Winslet.


                                                                "Heh"

Não bastasse a trama bem contada, as belas locações e a Cameron Diaz de sutiã, o fator crucial que faz com que você nem perceba que tem 2 horas e meia de duração é a escolha do elenco. Kate Winslet é 200 vezes mais carismática que Reneé Zekjsdbfgger no papel de jornalista inglesa que sempre se fode em relacionamentos; Jude Law tem um quê de galã de filme antigo que dá um charme especial ao filme; Cameron Diaz, apesar de ser a menos inspirada dos 4 (pois quase sempre faz o mesmo tipo) entrega o papel razoavelmente bem e Jack Black como você raramente vê: não peida, não arrota, não mostra a pança, nem faz performances de luta livre e ainda por cima mostra que pode ser um cara que você pode apresentar pros seus pais.

Se você gosta de filme de mulherzinha: vai, é garantia de boas risadas.
Se você não gosta: é uma boa chance de você perder esse preconceito.
Se você tem namorada e odeia esse tipo de filme: vai, nem que seja pra depois usar como chantagem pra arrastá-la pra uma sessão de Borat.
Se você não tem namorada: vai com fé e vê se dá um jeito nas malditas meninas que tem orgasmos múltiplos quando vêem o Jude Law.

Nota: 8 e mais um pote Häagen Dazs Belgian Chocolate.

I SEE NARF PEOPLE

September 06, 2006 | 03:29


A Dama na Água (Lady in the Water, 2006)
Direção: M. Night Shyamalan
Estrelando: Paul "Anti Herói Americano" Giamatti, Bryce Dallas "serei a Gwen Stacy" Howard e M. Night "oi, eu sou o diretor" Shyamalan


Comunicado importante: A Dama na Água não é um exemplo clássico de filme de M. Night Shyamalan. Não espere um final aterrador (O Sexto Sentido), uma virada incrível (Corpo Fechado), um ponto de vista a ser discutido (Sinais) ou uma mensagem suliminar qualquer (A Vila).

É só um filme sobre fé e o quanto você quer acreditar nela.

O grande karma da vida de Shyamalan é que até o Juízo Final, vão esperar que ele faça outro filme igual à O Sexto Sentido, que sinceramente, nem é o melhor filme dele. Se você já guardou seu  preconceito pra continuação de Efeito Borboleta como eu, acho que já posso começar a resenha.

Cleveland Heep (Paul Giamatti, competentíssimo) é o zelador gente boa de um condomínio onde moram os tipos mais estranhos e legais que você poderia ter como vizinhos - um grupo de maconheiros que passam o dia todo falando besteira, carinhosamente chamados de Blogagi, um cara viciado em palavra cruzada e seu filho que tem teorias bastante peculiares a respeito se suas caixas de cereal e até a irmã casamenteira chata que solta frases absurdas e completamente fora de propósito nas horas mais inoportunas.

Sua rotina é abalada quando Story (Bryce Dallas Howard) aparece inexplicavelmente na piscina do condomínio. Story é uma narf, que segundo uma antiga história do folclore oriental, se refere as ninfas do mar e a todas aquelas coisas bizarras que sempre existem em histórias folclóricas.


"It’s raining, man!"
"Hallellujah…"

O que faz uma ninfa do MAR aparecer numa piscina ainda é um mistério (quem sabe se ela aparecesse em Miami Vice), mas deixem de ser chatos como eu e prestem atenção na história.

Story é a ninfa-mor e veio até a superfície fazer contato com os humanos pra ver se essa desgraça de povo vai pra frente. Pra isso precisaria entrar em contato com um homem que ia escrever algo importante (não, não era um blog). Bom, ela entrou, mas segundo as lendas tinha um bicho feio que não queria isso e tenta matá-la. A história em si é bem bobinha, quase infantil, mas a idéia do filme é: se uma garota aparece seminua na sua casa, cuidado. Ela pode estar sendo perseguida por um scrunt malvado e vai precisar da sua ajuda.

Na verdade acho que o Shyamalan não queria dizer exatamente isso, mas eu não sabia como terminar o texto. That’s all folks!

I CREATE A BLOG… ON THE LAKE. IT’S BEAUTIFUL

August 21, 2006 | 12:37

20buscar diz:
I bought a house on the lake… it’s beautiful
Gata100gato diz:
(heh) 

Pra simplificar essa resenha pra você, caro amigo nerd que tem um blog, A Casa do Lago (The Lake House, 2006) é como se fosse um relacionamento que começou na Internet. É um pouco mais bizarro (se é que pode ser mais bizarro do que pegar alguém à distância) porque se trata de uma distância de tempo, e não de espaço.

Kate Forster (Sandra ‘óunquefofamimimi’ Bullock) acaba de se mudar da referida casa e deixou um bilhete pro novo inquilino dizendo “Pô véi, se o carteiro chegar aí diz que eu mudei de endereço. Ah isso serve pro leiteiro e pro encanador também. Ah, seria pedir muito mandar a carta pro endereço novo? Valeu gato, beijo”. Por alguma razão, aquela caixa de correio estava encapetada e eles conseguiam fazer uma conexão espaço/tempo muito louca. A carta então foi recebida não pelo novo inquilino, mas sim pelo antigo, Alex Wyler (Keanu ‘mamãe eu sou um legume’ Reeves). Aí depois de ocorrer aquele estranhamento natural que sempre acontece quando você começa a se corresponder com pessoas que vivem no passado (torcedores do Santos, por exemplo) rola aquele papinho cremoso de quem é você? Do que você gosta? O que está vestindo? Tem webcam?

O filme é de amor, pré-requisito básico pra que seja uma grande bomba com diálogos clichês e nada pra acrescentar, além de criar gente pra dizer “A MEg rYaaAnNn Eh tAuMmMm fOwWwWwFa”. Por incrível que pareça, o filme só não cai nessa desgraça porque Bullock e Reeves parecem ter uma química bacana, aliás, Keanu Reeves vem fazendo progressos em sua carreira de ator. Perto do fim do filme, ele quase consegue expressar um sentimento com a sua atuação, mas continua atuando tão bem quanto um legume.

PAUSA PARA A INSERÇÃO DE PIADINHAS VISUAIS


"I bought a house… on the lake. It’s beautiful "



"I bought a house… on the lake. It’s beautiful "



"I bought a house… on the lake. It’s beautiful "



"I bought a house… on the lake. It’s beautiful "



"I bought a house… on the lake. It’s beautiful "

FIM DA PAUSA PARA A INSERÇÃO DE PIADINHAS VISUAIS

A história é bem amarradinha, Bullock é fofa, Reeves é o canastrão mais bacana de Hollywood e o filme nem é tão deprimente quanto o trailer faz parecer. Dito isso, alguém tem mais alguma consideração a fazer?

Gabi says:
mencione que o cachorro é feio de doer

Puta que pariu, o cachorro é mais feio que o Enéas sem barba.

026. Fear of Sleep

July 28, 2006 | 09:07
Cá estou eu, 06:20 da manhã escrevendo um post pra vocês, meus queridões. Você deve pensar "porra, esse cara não dorme?”. Sim, farei isso daqui uns 15 minutos, mas quem não dorme é meu amigo Trevor Reznik. Quem diabos é esse fulano você vai me perguntar. Reznik é o personagem fodasticamente interpretado por Christian Bale em O Operário (The Machinist, 2004), thriller de suspense que eu só vim a assistir ontem, enquanto – olha a ironia – o sono não vinha.

Trevor é um operário magrelo que divide seu tempo entre o serviço, as visitas a prostituta Stevie que é quase sua namorada e algumas xícaras de café e um pouco da boa companhia da garçonete Marie no saguão do aeroporto. Excetuando-se a solidão, uma vida normal não fosse por um estranho hábito: Trevor não dorme há um ano -  o que faz com que seu corpo, e posteriormente, sua mente – não estejam em suas perfeitas faculdades.

A tagline do filme (como acordar de um pesadelo se você não está dormindo?) começa a fazer sentido quando surge Ivan, um novo e misterioso companheiro de trabalho e que traz junto de si diversas perguntas e situações bizarras, entre elas um acidente de trabalho, no qual Reznik acaba levando a culpa. Desenrola-se então uma trama cheia de paranóia e revelações que mostram que quanto mais Reznik sabe, menos ele vai querer saber.

Vale ressaltar a atuação fantasmagórica de Christian Bale (que perdeu 28 quilos com uma dieta que consistia em uma lata de atum e uma maçã por dia) que além de conferir veracidade ao personagem, não deixa que ele apenas pareça um esqueleto que atua e protagoniza momentos leves com suas companheiras de cena, aliviando um pouco da angustia dos quase 100 minutos de filme.



"Usei TAK500 por 15 dias e reduzi minha medidas em 12 números. Estou paranóico e a beira da morte, mas pelo menos posso ser enterrado com aquele vestidinho preto que não me cabia!!!"
 
 
É um suspense honesto, que não se vale de bigornas ou pianos se espatifando para assustar alguém e faz com que você não desgrude a bunda da poltrona até que o filme acabe, ávido por saber o que acontece na próxima cena. Não vai mudar sua vida – a menos que você se solidarize com a magreza de Reznik e decida enviar alimentos as crianças da África – mas vale cada real que você economizou na cantina pra assisti-lo.


“Where’d you go?
Fear of sleep, ooh Fear of sleep
So you know, I’m not done”

Fear of Sleep – The Strokes

017. Katcham!!!

July 05, 2006 | 06:16
Já faz um tempo, as animações deixaram de ser coisa de criança e você só leva ver seu pimpolho pra ver Procurando Nemo pela oitava vez porque acha que ia ficar feio um marmanjo do seu tamanho cantarolando "continue a nadar, continuuuuue a nadar" sozinho no cinema. Como eu e Julio somos blogueiros e nem sabemos o que é reputação, depois de comemorar a vitória da França, fomos ver Carros (Cars, 2006), no meio de um monte de crianças pirracentas (se bem que eram menos pirracentos que o filhote de cruz credo que queria arrancar minha cabeça fora. Entenda aqui).
 

"Acharam Barrichelo McQueen comendo poeira?"

O mote da bagaça é o seguinte: Relâmpago McQueen é um novato, egocêntrico, veloz e promissor carro de corrida que termina o campeonato empatado com outros dois carros e tem que decidir quem será o maioral num tira teima na California. No caminho até lá, devido a contratempos que só ocorrem na ficção, McQueen quase destrói Radiator Springs - um pequeno pedaço de nada no meio do nada - e é obrigado a ficar lá até consertar o estrago feito. Aí temos lições de moral, clichês, blá, blá, blá até que McQueen faça seu ego desinflar do tamanho de um balão para o de uma bolinha de gude. Isso estraga o filme? Não, afinal é um desenho e a gente não podia esperar sarcasmo e humor negro.

Uma das grandes surpresas é a enorme quantidade de personagens carismáticos do filme, desde o guincho dublê do Chico Bento, Mate (responsável pelas risadas mais gostosas do filme), passando pelos ferraristas Guido e Luigi com seu sotaque da Móoca (a propósito, vai Azurra!!!) e por incrível que pareça, até McQueen parece ser um cara legal e não padece do mesmo mal que os protagonistas de outras animações que sempre são retratados da mesma maneira mala e que são completamente ofuscados por coadjuvantes que por si só valem o ingresso. Outro ponto fortíssimo é o espetáculo visual. A Pixar faz o que a gente acha que não existia e melhora ainda mais os gráficos. Carros é de longe a animação mais bonita de todas.

Deixe a vergonha - e seu filho - em casa e vá ver Carros.
Se for dirigir, não beba. Se for beber, me dê seu ingresso que eu vejo o filme por você.
 
PS: não vá embora antes de acabarem os créditos.

"Meu carro é vermelho
Não uso espelho pra me pentear"

Raul Seixas - Rua Augusta

014. McGyver em alto mar

June 27, 2006 | 07:59

Você tem certeza de que um filme é ruim quando você fica mais interessado em achar motivos pra trocadilhos do que em saber como a história acaba. E é isso que acontece em Poseidon, remake inspirado bem de longe no crássico dos filmes-catástrofe, O Destino de Poseidon. Multiplique isso por quatro e tenha dezenas de pessoas dizendo "shhhhhhhh" no cinema.
 
                                                    
  "Puta merda, tá pesado! De quem foi a idéia de salvar o Jô Soares também?"

Eu até faria uma resenha, se o filme tivesse uma história. Como não tem vou contar o que acontece: festa de ano novo num navio, do nada aparece um tsunami. O navio vira. Pessoas morrem. Coisas explodem. Apenas o Kurt Russell, aquele cara que não gosta do Hulk no filme dele e mais uma meia dúzia de blogueiros pessoas espertas tentam fugir. Aparece um problema, eles resolvem, aparece outro problema e eles resolvem pra aparecer outro problema e eles resolverem outra vez, bla bla bla. Fim.

Aliás, uma coisa que irrita (além do molequinho mala que sempre está no lugar errado ou se afogando ou fazendo comentários irritantes) é que eles sempre sabem o que fazer, são tão espertinhos que devem ser blogueiros esses putos.

                        
                        "Gente…fodeu. O Blogspot tá fora do ar"

Enfim, façam como nós, que só fomos porque ganhamos o ingresso.
Do contrário fique assistindo a Copa do Mundo.

"Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas como o mar
Num indo e vindo infinito"

Tim Maia - Como Uma Onda

013. Stadium Arcadium mp3 e loiras gostosas

June 24, 2006 | 04:58

E lá vamos nós pro segundo disco do mais novo cd da grande banda de salsa, Red Hot Chili Peppers, Stadium Arcadium


01. DESECRATION SMILE
O que você ouve aqui é uma balada. Não chata como as outras, com um quê de angústia, como se a cueca estivesse um pouco apertada demais ou se eles tivessem sido submetidos a sessões ininterruptas das baladas do primeiro cd.
02. TELL ME BABY
Lembra de Hump de Bump? Esse é o segundo tempo. O refrão é levemente mais pegajoso e já é a segunda música de trabalho dos caras.
03. HARD TO CONCENTRATE
Eu fico me perguntando qual é o critério pra escolha do nome das músicas. Hard to concentrate devia ser o nome do primeiro cd, porque quando começam aquelas baladas fica meio dificil de se concent… estou soando repetitivo, né? Perdão.
04. 21ST CENTURY
Essa aqui é a a cara de uma música do Californication que eu não lembro o nome. Vale a pena ver de novo.
05. SHE LOOKS TO ME
Sabe aquela música que você faz toda a platéia cantar pra descansar um pouco depois que você ficou pulando igual um retardado cantando Give it Away, Around the World e Can’t Stop? Chama She Looks to Me.
06. READYMADE
Readymade tem uma introdução er… (como eu diria plagiada, sem soar crítico?) muito semelhante a Mountain Song, do Jane’s Addiction. O atenuante é que quem compôs a introdução de Mountain Song, foi o próprio Flea. Sabe quando você repete de ano e usa o mesmo livro do ano passado, mas com todas as respostas certas? É mais ou menos isso.
07. IF
Zzzzzzzzzzzz.
08. MAKE YOU FEEL BETTER
É um skazinho bacana, daqueles que dá pra por numa festa de pirralhos de 16 anos, enquanto eles tomam groselha, falam bobagem e dançam de maneira descoordenada no ritmo da canção.
09. ANIMAL BAR
Essa devia chamar Hypnotize já que a repeticão de rimas é incessante. É legalzinha, nada mais do que isso.
10. SO MUCH I
Uma das canções mais legais do cd. Nem a melhor, nem a mais bem interpretada, mas legal ainda assim.
"So much I, wish I could, so many I, wish I would" ad infintum.
11. STORM IN A TEACUP
*levanta, larga a resenha de lado e vai dançar*
12. WE BELIEVE
*levanta, larga a resenha de lado e vai pegar uma maçã*
13. TURN IT AGAIN
Parece aquelas músicas que acabam o cd, com melodias agradáveis e um coro bacana no refrão.
Mas, peraí, tem mais uma música…
14. DEATH OF A MARTIAN
Essa, no meio da música tem um discurso, um rap, pronunciamento, resultado da TeleSena, sei lá. Não fede nem cheira.

E como eu disse se este não fosse um cd duplo, seria genial.
14 músicas, 12 bacanas, outras duas mais ou menos, mas quem hoje em dia faz 12 faixas ótimas?

Conceito: um cd que podia ser nota 12, tentou ser 28 e vai levar um 7 pra largar a mão de ser convencido.

"Some dreams are meant to be declined
Tell the man what did you have in mind"

[Red Hot Chili Peppers - Tell Me Baby]

010. California, rest in peace

June 17, 2006 | 07:39

Um grande problema que eu tenho com cds duplos é que além de achar que eu poderia economizar no mínimo umas 15 pratas, é que sempre vai me parecer que se fizessem apenas um cd o resultado ia ser fantástico ou chegar bem perto disso. Dois bons exemplos recentes são os Foo Fighters (que lançaram In Your Honor, mezzo elétrico, mezzo acústico) e System of a Down (com os gêmeos univitelinos Mezmerize/Hypnotize).
O Red Hot Chili Peppers que desde Bloodsugarsexmagik não consegue fazer seus fãs pularem freneticamente, chega perto com Stadium Arcadium, álbum recém lançado. Esbarram justamente na megalomania de fazer um cd duplo e deixam se perder canções felomenais no meio de baladas ruins que vão tocar na próxima novela do Manoel Carlos.

Abaixo segue a resenha do CD 1, batizado de Jupiter.

1. DANI CALIFORNIA
Jupiter começa muito bem com uma música que tem a cara dos hits radiofônicos dos Peppers. Tem um refrão pegajoso que você só vai parar de cantar em 2008, um ritmo bacana e um clipe legal. Precisa mais?
2. SNOW (HEY OH)
Parece meio chatinha (talvez por vir depois de Dani California que é mais frenética), mas depois que Antony Kiedis começa a repetir uma infinidade de fonemas que transformam a música num trava línguas infernal é capaz que você mude de idéia. Ou então balance as mãos compassadamente. É perfeita pra isso.
3. CHARLIE
Começa com Flea fazendo um funk maneiro (que lembra algumas músicas dos tempos do BSSM), chega no refrão e vira um reggaezinho tocado debaixo dum coqueiro e culmina num pós refrão digno de Justin Timberlake e daquela banda que ele fazia parte, o tal dos Menudos. No mínimo estranho.
4. STADIUM ARCADIUM
Na terceira balada seguida, por mais que John Frusciante faça uns solos fodas você para e pensa "Putaquelamerda! Isso é um cd do Marroon 5?".
5. HUMP DE BUMP
Para tudo! Essa traz de volta aquela vontade de dançar e pular nas paredes dos tempos em que Flea e companhia penduravam meias em seus bigulins. "Bump de hump doop bodu, Hump de bump doop bop, Bump de hump doop bodu". É tudo o que você precisa entender pra balançar o esqueleto.
6. SHE’S ONLY 18
Começa com um baixão fodido e o Anthony mandando bala. Depois Frusciante trata de fazer sua guitarra chorar e o Anthony manda bala outra vez. E todos vão mandando bala, nessa que é uma das melhores músicas dos 2 cds.
7. SLOW CHEETAH
Se isso fosse um cd acústico, eu consideraria gostar dessa música. Chata.
8. TORTURE ME
Um grande problema deste cd é que quando você pensa que vai perder 6kg dançando e pulando e se descabelando com músicas potencialmente boas, eles sacam um verso que poderia facilmente fazer parte de um cd mela cueca de ajuda aos refugiados da guerra civil de algum país africano. Estamos na oitava faixa e isso já deu no saco. Ouça até o refrão e fique duas rodadas sem jogar.
9. STRIP MY MIND
Essa seria chata até num cd acústico.
10. ESPECIALLY IN MICHIGAN
Talvez em Michigan ela deva ser mais legal.
11. WARLOCKS
Funk, funk, funk! Demora, mas chega a hora de balançar a bunda pra lá e pra cá de novo. Mais uma vez eles desaceleram no refrão, mas nada que comprometa o resultado final.
12. C’MON GIRL
Só pra variar (não é ironia) dessa vez a música é lerda e o refrão, frenético. C’mon girl…
13. WET SAND
Fui buscar uma taça de sorvete e aposto que não estou perdendo nada que eu não tenha ouvido umas 6 faixas atrás.
14. HEY
"Alpha FM. Freqüência de classse. Esses foram os Red Hot Chili Peppers, com Hey. Na seqüência, Take my Breath Way, na versão de Ana Carolina." Não se assuste se realmente ouvir isso. Anthony, volta pra heroína, meu filho!!!

Pra ninguém simplesmente ler e falar "não adianta porra nenhuma, nunca ouvi estes merdinhas", vou disponibilizar os mp3. Clica no nome da música, escolhe a opção free, espera o contador zerar e voilá, você está pirateando um cd. Traga uma garrafa de rum, marujo.

Daqui uns dias, tem o cd 2 e sorteio de bolachas Passatempo.
Não percam.

"Hey oh, now listen what I say, oh"
[Red Hot Chili Peppers - Snow (Hey Oh)]