Q

February 01, 2007 | 05:24

Quando eu escrevi a resenha de Poseidon, eu disse que você poderia ter noção da ruindade de um filme a partir do momento em que achar uma piada a cada fotograma se tornasse mais divertido do que a história contada na tela. Apocalypto não é nem de longe tão ruim quanto Poseidon, porém a quantidade de piadas proferidas nos 123 minutos de filme deve ter credenciado eu, Gabi e Zander pras Olimpíadas de Pequim no ano que vem.

E me parabeinzem porque eu não fiz o trocadilho OlimPIADAS.
Merda, acabei de fazer.

Jaguar Paw (Ronaldinho Gaúcho) e seus amigos maias levam uma vida normal no meio da floresta. Caçam, fazem filhos, andam com uma tanga fio dental e tiram sarro de seus amigos impotentes até que vem um outro povo, queima tudo e fode com o vilarejo, transformando seus habitantes em escravos. Os povos mudam, mas você já cansou de ouvir essa história. E diferentemente do que acontecia de verdade, sempre tem um cara (provavelmente um blogueiro se naquelas épocas existissem computadores e layouts by Marina) que por algum motivo dá um jeito de não se dar mal nas mãos do inimigo.


"Ronaldinho Gaúcho parte em disparada pra fazer o gol"


E Jaguar Paw é esse cara. Mais do que um épico que conta o declínio da civilização maia, Apocalypto é uma história sobre vencer seus medos e no decorrer do filme - a despeito dos meios bizarros e das falhas grosseiras feitas para se amarrar o roteiro - o espectador vê o medroso prisioneiro se transformar no senhor da floresta.

Não é um épico, não é um clássico e não é lá grande coisa.
É só um filme com um visual bonito e falado numa língua estranha.