ONLY THE GOOD NOTES

January 12, 2007 | 04:06

Antes de começar, se faz necessária uam confissão: eu gosto de filme de mulherzinha. Além de ser uma desculpa muito boa pra comer um pote inteiro de sorvete, desfrutar da companhia feminina e impressionar a mulherada como um cara sensível e tudo mais, filmes de mulherzinha também servem pra… hum… pra mais nada, desculpem.

Falando mais ou menos sério, é sempre bom ver um desses pra espairecer ou pra dar boas risadas sem ter que achar um significado profundo a cada fotograma. E com O Amor Não Tira Férias (The Holiday) nós temos um belo exemplar disso.

Amanda (Cameron Diaz), uma workaholic produtora de Hollywood e Iris (Kate Winslet), uma jornalista inglesa à la Bridget Jones acabaram de sofrer desilusões amorosas às vésperas do Natal e tudo o que mais querem é ir para o lugar mais afastado da lembrança dos homens que as fizeram sofrer (aliás, afastado de QUALQUER homem) e passar o feriado tomando sorvete no pote e assistindo toda a filmografia da Julia Roberts. Como estamos em Hollywood, elas misteriosamente entram em contato e trocam de casa, carro, papagaios e escovas de den… hum, bem, eu acho que cada uma levou a sua na viagem.
O fato é que chegando em seus novos lares - e considerando o fato de que esse é um filme de mulherzinha - não tarda até que novos rapazes apareçam. Com seus intérpretes inspirados, Graham (Jude Law) e Miles (Jack Black, irreconhecível) roubam a cena (e os corações das moçoilas) mostrando que nem todos os homens são monstros insensíveis e sem coração que são em 95% do tempo. Paralelamente a isso, há uma singela homenagem a indústria do cinema, sempre capitaneadas por Jack Black e Eli Wallach, na pele de um roteirista da Hollywood das antigas e que encanta a sonhadora personagem de Kate Winslet.


                                                                "Heh"

Não bastasse a trama bem contada, as belas locações e a Cameron Diaz de sutiã, o fator crucial que faz com que você nem perceba que tem 2 horas e meia de duração é a escolha do elenco. Kate Winslet é 200 vezes mais carismática que Reneé Zekjsdbfgger no papel de jornalista inglesa que sempre se fode em relacionamentos; Jude Law tem um quê de galã de filme antigo que dá um charme especial ao filme; Cameron Diaz, apesar de ser a menos inspirada dos 4 (pois quase sempre faz o mesmo tipo) entrega o papel razoavelmente bem e Jack Black como você raramente vê: não peida, não arrota, não mostra a pança, nem faz performances de luta livre e ainda por cima mostra que pode ser um cara que você pode apresentar pros seus pais.

Se você gosta de filme de mulherzinha: vai, é garantia de boas risadas.
Se você não gosta: é uma boa chance de você perder esse preconceito.
Se você tem namorada e odeia esse tipo de filme: vai, nem que seja pra depois usar como chantagem pra arrastá-la pra uma sessão de Borat.
Se você não tem namorada: vai com fé e vê se dá um jeito nas malditas meninas que tem orgasmos múltiplos quando vêem o Jude Law.

Nota: 8 e mais um pote Häagen Dazs Belgian Chocolate.