PIADA PRONTA

January 29, 2007 | 17:15

Sérgio Malandro vai voltar a apresentar um programa na tevê aberta, com direito a Porta dos Desesperados e muitos gritos de "glu glu". A atração, que ainda não tem nome definitivo, irá ao ar aos sábados, por volta das 20h, na RedeTV (em qual outra emissora poderia ser?). A estréia está marcada para 3 de fevereiro.

Com título provisório de Na Facul, o programa terá como público-alvo os universitários e seguirá a fórmula que consagrou (e depois destruiu) Malandro, com brincadeiras, pegadinhas e um quadro de paquera. De olho no mercado jovem, o apresentador ainda pretende lançar um CD cantando músicas de micareta. Que medo!
 
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Fonte: Tevê Aberta 

SPARTAN CONNECTION

January 24, 2007 | 04:40

Pra quem achava que o Rodrigo Santoro era o único brasileiro no elenco de 300, é só dar uma olhada na foto e achar mais um brazuca.


"O governo Xerxes é uma vergonha"

Diogo Mainardi, não contente em aporrinhar os outros na Veja, decide se aventurar no meio da plebe pra falar mal do governo Lul… ops, Xerxes. 

HIC HIC HURRA!

January 17, 2007 | 04:30

Não há em toda a história da humanidade, alguma coisa que deixe um homem tão humilhado quanto uma crise de soluços.
Não me venham com espancamentos, nudez pública ou ser pego cantando o tema de Rebelde com uma sainha de colegial, não conseguir parar de soluçar nem com reza brava é a pior coisa que pode te acontecer desde que pararam de transmitir o Eu vi na tv do João Kléber.

Você pode experimentar essa provação de diversas maneiras:

Nervoso
- Mas eu pensei que…
- Não me interessa o que você pensa, eu disse pra fazer como eu mandei e… "hic"
- Hahahahahahha
- ¬¬


Emocionado
- Eu só quero que vocês saibam o quanto são especiais pra mim e que podem contar com… "hic"
- Hahahahahahha
- Vão a merd… "hic"
- Hahahahahahha
- ¬¬


Galanteador
- Você nunca lembra de mim.
- Não tenho como lembrar de algo que eu nunca esqueç… "hic"
- Hahahahahahha. Ai, broxei.
- ¬¬

E se beber água adiantasse eu não estaria escrevendo esse pos… "hic"

ONLY THE GOOD NOTES

January 12, 2007 | 04:06

Antes de começar, se faz necessária uam confissão: eu gosto de filme de mulherzinha. Além de ser uma desculpa muito boa pra comer um pote inteiro de sorvete, desfrutar da companhia feminina e impressionar a mulherada como um cara sensível e tudo mais, filmes de mulherzinha também servem pra… hum… pra mais nada, desculpem.

Falando mais ou menos sério, é sempre bom ver um desses pra espairecer ou pra dar boas risadas sem ter que achar um significado profundo a cada fotograma. E com O Amor Não Tira Férias (The Holiday) nós temos um belo exemplar disso.

Amanda (Cameron Diaz), uma workaholic produtora de Hollywood e Iris (Kate Winslet), uma jornalista inglesa à la Bridget Jones acabaram de sofrer desilusões amorosas às vésperas do Natal e tudo o que mais querem é ir para o lugar mais afastado da lembrança dos homens que as fizeram sofrer (aliás, afastado de QUALQUER homem) e passar o feriado tomando sorvete no pote e assistindo toda a filmografia da Julia Roberts. Como estamos em Hollywood, elas misteriosamente entram em contato e trocam de casa, carro, papagaios e escovas de den… hum, bem, eu acho que cada uma levou a sua na viagem.
O fato é que chegando em seus novos lares - e considerando o fato de que esse é um filme de mulherzinha - não tarda até que novos rapazes apareçam. Com seus intérpretes inspirados, Graham (Jude Law) e Miles (Jack Black, irreconhecível) roubam a cena (e os corações das moçoilas) mostrando que nem todos os homens são monstros insensíveis e sem coração que são em 95% do tempo. Paralelamente a isso, há uma singela homenagem a indústria do cinema, sempre capitaneadas por Jack Black e Eli Wallach, na pele de um roteirista da Hollywood das antigas e que encanta a sonhadora personagem de Kate Winslet.


                                                                "Heh"

Não bastasse a trama bem contada, as belas locações e a Cameron Diaz de sutiã, o fator crucial que faz com que você nem perceba que tem 2 horas e meia de duração é a escolha do elenco. Kate Winslet é 200 vezes mais carismática que Reneé Zekjsdbfgger no papel de jornalista inglesa que sempre se fode em relacionamentos; Jude Law tem um quê de galã de filme antigo que dá um charme especial ao filme; Cameron Diaz, apesar de ser a menos inspirada dos 4 (pois quase sempre faz o mesmo tipo) entrega o papel razoavelmente bem e Jack Black como você raramente vê: não peida, não arrota, não mostra a pança, nem faz performances de luta livre e ainda por cima mostra que pode ser um cara que você pode apresentar pros seus pais.

Se você gosta de filme de mulherzinha: vai, é garantia de boas risadas.
Se você não gosta: é uma boa chance de você perder esse preconceito.
Se você tem namorada e odeia esse tipo de filme: vai, nem que seja pra depois usar como chantagem pra arrastá-la pra uma sessão de Borat.
Se você não tem namorada: vai com fé e vê se dá um jeito nas malditas meninas que tem orgasmos múltiplos quando vêem o Jude Law.

Nota: 8 e mais um pote Häagen Dazs Belgian Chocolate.

MUITO AMOR NO CORAÇÃO

January 09, 2007 | 17:15

Então… eu adoro quando o pessoal vê que eu não tenho idéias e me passa correntes, ou memes ou qualquer outra denominação boiola que nerds desocupados dão pra boa e velha lista de Top 10, Top 5 ou Top sei lá o que. Essa é das 5 besteiras que mais me irritam e foi o Dante que me passou com a desculpa de que eu sou engraçado. Como dizia o poeta: "Gosto é que nem braço. tem gente que não tem.". Bóra lá, macacada.

I. Legenda branca
O puto que inventou isso deveria ter suas bolas amassadas num torno mecânico. Sério, só alguém que apanhou muito na cabeça pra achar que aquela era uma idéia boa. Quer um exemplo? Se você assistiu Matrix Reloaded, não bastasse todo o bolodório sem nexo do Arquiteto, em certos momentos a nossa querida legenda branca é mostrada em cima de um fundo… hum… branco e a menos que você tenha poderes Jedi, tenha alguma mutação que permita ver coisas que pessoas normais não vêem ou seja o Neo (que enxerga em letrinhas verdes escorrendo pela tela) não vai entender merda nenhuma e vai ser obrigado a ver essa parte dublada quando sair em dvd.

II. Resenha pseudo intelectual
Hoje em dia eu só tenho paciência pra resenhas bem humoradas e cheias de zoeira. Nada daquela mistureba generalizada de "honestidade, vigor e amadurecimento" que poluem 7 de 5 cadernos de cultura de jornais e revistas por aí. É mais ou menos assim: "Com um trabalho coeso, o Balão Mágico volta a cena 15 anos depois com guitarras modernas e vigorosas. Um trabalho honesto de uma banda que amadureceu com a separação e qualquer outra bobagem sem sentido que eu uso em todas as resenhas porque meu editor pede 600 caracteres pra essas descrições de merda".

III. Pessoas que andam devagar
Eu preciso mesmo explicar? Elas andam devagar e ponto! não, peraí, coloca como "pessoas que andam devagar e em bandos".

IV. Overdose de notícias repetidas
Daniela Cicarelli proibindo o Youtube, chuvas matam 25, enforcamento do Saddam, BBB7
Apesar de ser uma besteira que me irrita vai render boas visitas do tio Google.

V. Guarda chuva
Um dia eu ainda vou entender porque:

  • as pessoas andam de guarda chuva. elas se molham do mesmo jeito
  • porque as pessoas que andam com guarda chuva andam debaixo das marquises para não se molhar
  • porque as pessoas que andam com guarda chuva e andam debaixo das marquises não deixam o guarda chuva em casa ao invés de tentar me cegar com aquela merda.

Os pobres infelizes que terão que passar isso para outros pobres infelizes são:

Julio: porque ele é um cara legal que gosta de tudo e de todo mundo e vai ser um parto fazer uma lista dessas a menos que ele coloque Fernando Henrique Cardoso em tudo.
Livia: porque ela faz parte do grupo APPNAC [interna] (Amassando o Pão Pra Não Amassar a Cara) [/interna]
Monica: porque ela também faz parte do APPNAC
Lilhá: porque vai ser a lista mais nonsense da galáxia
Tiago: porque certamente ele vai citar ‘A Vila’.

O ANO DO PLÁGIO

January 06, 2007 | 08:12

Pegando embalo na idéia do Julio e aproveitando a preguiça de desenvolver idéias boas de post, vamos resenhar até comercial de margarina nessa pocilga. Menos conversa e mais ação. Senhoras e senhores o primeiro post de 2007.

NACHO LIBRE

O que você pensaria se ouvisse que o Jack Black ia fazer um filme onde ele é um religioso que pratica luta livre e depois visse algumas fotos de divulgação absurdamente engraçadas de tão ridículas? Não sei quanto a vocês, mas eu pensei “preciso ver essa joça agora”. Depois de pensar isso, descobre que as distribuidoras brasileiras vão lançar o filme direto em DVD e começa a praguejar.

Aí você assiste e agradece por não ter pago mais caro e pego fila pra ver isso.

Sinceramente, é um filme ruim. E atentem para o fato de que eu sou um infame nato e gosto de bobagens como Debi e Lóide e qualquer besteira que tenha o Adam Sandler no elenco, mas o que pintava como um pastelão agradável se torna uma seqüência sem fim de piadas batidas e sem timing.
 
Ignacio (Jack Black) é o insatisfeito e sonhador cozinheiro do monastério de uma pequena cidade no México. É subjugado por seus superiores, mas alimenta o sonho de ser respeitado e vencer na vida, tanto pra ajudar os órfãos do monastério como para impressionar a irmã Encarnación (Ana de La Reguera).  Sim, minha gente, já não bastasse ser um fodido na vida, nosso herói ainda é apaixonado por uma freira. Uma luz se ilumina quando Ignácio decide se inscrever no torneio de luta livre para novatos. Assumindo a identidade de Nacho (para não ser reconhecido e conseqüentemente expulso do monastério) e auxiliado por seu companheiro de ringue, Esqueleto (Héctor Jimenez), Ignacio começa uma jornada de dor e humilhação, tomando um cacete na grande maioria das lutas até que… assistam o filme pra saber o final, bestas.


"Santo Oscar de figurino, Nacho!"

Por mais que Black e Jiménez sejam carismáticos, o filme começa a se tornar maçante e depois de 20 minutos de filme você já começa a adivinhar todas as piadas que vem na seqüência. Uma pena, porque a premissa era boa.

Em todo caso, se você não gostar pode desligar e assistir o Rally Paris Daccar.
Nota: 4,5 e uma chave de braço pra ficar esperto.