004. Tristeza não tem fim, nem esse post
June 01, 2006 | 08:03Tem certas coisas que não se pode deixar nas mãos de uma namorada. Um alicate depois de ter pisado na bola com ela, o cartão de crédito quando você se ausentar ou a escolha de um filme quando vocês forem ao cinema. Tá certo, ela precisava ver por causa da faculdade. Ok, ela ganhou os ingressos. Eu me rendo, eles estavam sorteando DVD’s! Mas ainda assim, a recomendação serve pra vocês quando as circunstâncias não forem essas, estamos entendidos? O filme em questão era Orfeu Negro (Marcel Camus, 1959), produção franco-brasileira que se passa no Carnaval e que por incrível que pareça, não tem ninguém pelado. A história evoca o mito grego de Orfeu - o cara que gostava tanto da mulher dele que desceu aos infernos pra buscar a coitada (só fez isso porque naquela época não havia cinema e ela não fazia sugestões malucas a respeito desse tipo de filme), mas que foi imbecil o bastante pra não aceitar as condições de Hades, o deus do Andar de Baixo e a perdeu pra sempre.
Deixando a Enciclopédia Larrouse de lado por um instante, voltamos ao filme. Orfeu é piloto de bonde e sambista-malandragi do morro. Eurídice é uma caipira que vai parar no Rio de Janeiro em pleno Carnaval, quando o Comando Vermelho ainda não existia. Papo vai, papo vem, os dois se apaixonam, blá blá blá até que aparece um ser bizarro, vestido com uma fantasia de esqueleto de quinta categoria querendo matar Eurídice - motivo pelo qual ela fugiu da roça. Vale ressaltar a burrice de Eurídice, que sempre que avistava seu algoz, mesmo estando cercada de pessoas que poderiam lhe socorrer, corria o máximo que podia pra ser encurralada pelo nosso amigo Esqueleto sem que ninguém pudesse fazer nada. Entre meio elenco banguela e 38 versões de "tristeeeeeeeza não tem fim, felicidaaaaade, sim", aparece o Desfile de Escola de Samba mais desorganizado do mundo, Eurídice morre e…
- Puta que pariu! Onze e quinze!
- Vamos embora?
- Só se for agora.
Literalmente.
"Moro em Jaçanã
Se eu perder esse trem que sai agora às onze horas
Só amanhã de manhã"
Adoniran Barbosa - Trem das Onze"



Vocês saíram no meio do filme? Como assim? Pelo menos vocês viram o Hades, né?
Comment by Lorenz — June 01, 2006 @ 10:45
É francês? Aposto que a Gabi já viu esse filme.
Comment by Zé — June 01, 2006 @ 10:57
Esqueleto? Onde diabos estava o He-Man?
Superação, a gente vê por aqui
Comment by Júlio — June 01, 2006 @ 12:14
antes de ler, devo dizer que vc é uma comédia
dá uma olhada no endereço que vc deixou no comentário no meu blog =D
pronto. lerei.
Comment by vanessa — June 01, 2006 @ 13:48
caaaaaaaaaaaara, comé que vcs aguentam?
se a eurídice não morresse, eu matava
¬¬
(não valeu nem pelo elenco banguela?)
Comment by vanessa — June 01, 2006 @ 13:52
Bem que eu te disse ontem que o final era realmente brilhante. Ou tu não leu essa parte, já que caiu tantas vezes? :S
Comment by Tiago — June 01, 2006 @ 14:13
Rá, um hobbit plagiador de títulos de post!
Comment by Junior — June 01, 2006 @ 15:30
Porra, finalmente você não citou nenhum nome de ator. Não citou, citou? E as pessoas se vestiam assim nos carnavais daquela época?
Comment by théo — June 02, 2006 @ 01:04
rindo absurdos
Comment by Marcos — June 02, 2006 @ 05:56
Estou fazendo um tese sobre Chica da Silva. O que quer dizer “Xica da Silva é tua mãe, lazarento!” De onde vem essa citação?
Comment by Jessica — October 16, 2007 @ 01:52